Ano VIII | Edição 500 | 06 de Setembro de 2010
Carlos Júnior

Carlos Júnior

carlos_junior_guerra@hotmail.com

03 de Setembro de 2010

Vicente Lenílson

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A participação de Vicente Lenílson nos Jogos Olímpicos de 2012 não é tão certa como o atleta discursa. O velocista de Currais Novos sofreu recentemente com problemas de joelho e não vem conseguindo desempenhar o seu máximo, mas, ainda assim, espera conseguir êxito. Estamos na torcida!


Sorte de vencedor

Sorte! Isso pode definir o fato de o ABC não ter perdido nenhum dos clássicos contra o Alecrim. O Alviverde foi superior tecnicamente em relação ao Alvinegro nas duas vezes em que se enfrentaram, mas em lances inesperados o time garantiu o empate, tanto no Frasqueirão, nos jogos de ida, como no Machadão, na etapa de volta. A sorte é algo que ninguém pode confiar sempre, mas, no futebol, é um sinal de sucesso. Inclusive existe o ditado no futebol que diz que todo vencedor tem um pouquinho de sorte. Com isso, o ABC pode até não ter merecido empatar com o Alecrim, quando se fala em desempenho técnico, mas em termos de justiça, o Alvinegro merece bastante a liderança que tem. Quando o ABC subiu para a Série B em 2007, o repertório de sorte era o mesmo. O fim será novamente o mesmo?


Um jogo só?

Apesar das boas perspectivas que se tem com o ABC na Série C, o momento ainda não é apenas de soltar pompas para o ar. O time tem muitos defeitos, sobretudo, no ataque. O jogador Eraldo, por exemplo, não justificou porque é titular. Aliás, ele fez três gols na sua estreia pelo América e nunca mais fez uma boa partida no futebol potiguar. É atacante de um jogo só?


Reservas

Outra deficiência do ABC é quanto as peças de reposição. O Alvinegro ainda não tem um camisa 9 para fazer sombra a Eraldo, assim como a zaga e a cabeça-de-área precisam de pelo menos mais um reforço em cada posição, para que o time possa mexer sem perder qualidade. No meio-campo falta Juliano, que se machucou, aparecer para mostrar que merece destaque. Se não, trás outro.


Maravilha de técnica

Sou de Mossoró e comecei a trabalhar em Natal no ano de 2007. A minha primeira matéria na rua foi o jogo em que o Alecrim venceu por 4 a 0 e escapou da zona do rebaixamento para a Série B do Campeonato Estadual. A partir daquele momento, achei que fosse ver um Alecrim decadente, mas o que vem acontecendo ao longo dos tempos é justamente o contrário. Na história recente, o ano de maior destaque para o Alecrim foi o de 2009, em que o Alviverde voltou a alegrar a torcida e conquistou o acesso à Série C do Campeonato Brasileiro. Apesar do sucesso no ano passado, a forma que o Alecrim costumava se apresentar ainda era de time pequeno. O elenco era formado por jogadores que não tiveram grande sucesso na carreira e buscavam, por isso, ascensão. Para isso, se empenhavam ao máximo e, com essa força, e, às vezes até mesmo com desespero, conseguiram êxito. O ano foi bom para o Periquito, mas em termos de qualidade técnica, não se compara ao futebol apresentado no segundo semestre deste ano. O Verdão é Maravilha de técnica todo jogo.


Maravilha de técnica (2)

Desde que Ferdinando desembarcou no Juvenal Lamartine, para treinar o Alecrim, o futebol que vejo do Alviverde é digno de time grande. A equipe soube se impor diante do ABC no último domingo e mostrou uma qualidade técnica pouco vista em outros tempos. O meio-campo está jogando em sintonia e os volantes e laterais estão sabendo o momento certo de subir e descer durante a partida. Na defesa, a tranquilidade e a composição tática da equipe também é de se elogiar. Enfim, vejo o Alecrim iniciando uma nova era na sua história, mostrando que sabe jogar como time grande e certas vezes até como favorito. Muito dessa evolução se deve ao trabalho do técnico Ferdinando Teixeira, que montou o elenco com atletas como Jair e Marcelinho, que dão um diferencial gigante na equipe e passam tranquilidade aos mais jovens. Mas, para dizer que nem tudo está perfeito, o time ainda peca um pouco na conclusão. Acertando isso, será muito difícil segurar o Verdão Maravilha.


JM